segunda-feira, 28 de março de 2011

Poema do amigo aprendiz



Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...

(Pe. Zezinho)

Para Mirella, com carinho (por Michele P.)

No céu pairam nuvens escuras...
são as lágrimas de Mirella
contidas, guardadas, ocultas
São as dores, os medos dela.

Do céu caem generosas gotas
são contrações involuntárias
pedaços, páginas rotas
vestígios de uma alma solitária.

No céu, ventania solta, trovões correndo
E as lágrimas limpando caminho
trazendo calmaria, dando fim ao desatino
 furacão que aos poucos vai morrendo.

Gotas e gotas se espalham pelo chão...
E de repente a vida rebenta!
Faz pulsar o coração.
Passou a dor... como chuva de verão!


Querida, fiquei imensamente feliz por estas palavras de carinho, por você se preocupar comigo e por dedicar seu tempo a me escrever algo tão lindo! 
Obrigada, Michele, de coração... 

domingo, 27 de março de 2011

Quero sentir...


Cheguei à conclusão de que o que eu quero pra minha vida se resume a um único verbo: SENTIR. Quero "sentir" em todos os sentidos...
 Quero sentir emoções, cheiros, gostos, toques, sensações!
Sim, quero emoções. Quero sentir alegria, ao escutar a gargalhada dos meus filhos, ao receber os seus beijinhos molhados, ao ganhar um abraço verdadeiro, ao ouvir boas notícias, ao ver o pôr-do-sol... Quero sentir tristeza e ter decepções, para poder valorizar os momentos de alegria. E para aprender. Quero sentir ira ao me deparar com situações injustas, com atitudes hipócritas e desonestas e com pessoas “pobres de espírito”. Não quero ter condescendência com isso. Que eu sinta ira.
Quero chorar. Chorar de soluçar, até ficar com o rosto inchado. Quero esse choro quando estiver triste, já que o choro me alivia imensamente. Mas também quero chorar de emoção, de felicidade. Quero gargalhar, rir até a barriga doer, até doer o maxilar... chorar de tanto rir.
Quero sentir cheiros. Cheiro de bolo assando, cheiro de café recém-passado, cheiro de livro novo. E quero esses três juntos, em uma tarde fria de inverno. Quero sentir cheiro de chuva, com aquele cheiro delicioso de terra molhada. Quero sentir cheirinho de bebê. E quero sentir o cheiro dos meus lençóis limpos ao chegar em casa depois de um dia exaustivo. E o cheirinho insubstituível das pessoas que eu amo.
Quero sentir gostos. O gosto daquele café recém-passado, daquele bolo que acabou de ser assado, da pizza de domingo  e do chopp gelado com pessoas que me fazem bem. E que eu possa, junto com a pizza, sentir e saborear as gargalhadas ecoando pela noite. Quero sentir o gosto do vinho. Aquele vinho com aquela pessoa especial. E que eu possa sentir o gosto do vinho não apenas na minha boca. Quero sentir o gosto do chocolate e daquele pote de sorvete, sem culpa, quando eu estiver de TPM ou com dor de cotovelo. E que junto a isso eu possa chorar e chorar muito, vendo um filme romântico na TV.
Quero sentir toques. Ah, o tato... um dos meus sentidos favoritos. Quero tocar a face macia e aveludada dos meus filhos na tranqüilidade dos seus sonos. E que eu possa fazer isso quando eles crescerem também. E que depois eu possa tocar a face dos meus netos. Quero tocar a barriga da minha amiga-irmã, e ver a minha (ou meu) sobrinho(a) se mexer. E com isso, renovar minhas esperanças na vida. Quero sentir o toque das mãos. O calor das mãos.  Que elas me protejam, me acolham, me descubram. E redescubram.
Quero sensações. Sensações que já conheço e sensações inéditas. Quero o espanto, quero a surpresa, quero a calma, quero o tormento, quero o tesão. Quero sentir a endorfina e o suor percorrendo o meu corpo depois da corrida. E depois de dançar muito. E depois do sexo. Quero sentir orgasmos. Orgasmos múltiplos. Que saciem a necessidade física, mas que, acima de tudo, saciem o coração, a fome de amor e de paixão que tenho dentro de mim.
Quero sentir a brisa do mar tocando a minha pele e balançando meu vestido de tecido leve... Quero sentir essa mesma brisa em um final de tarde de dia quente, pra refrescar meu corpo em brasa. E que essa brisa seja sentida também no inverno, congelando a minha pele e me fazendo sentir arrepios... E que depois da brisa eu possa sentir o calor de um banho quente. Que eu possa sentir a água quente escorrendo pelo meu corpo, o perfume delicioso do meu sabonete e a sua consistência se espalhando pela minha pele. Quero sentir a maciez úmida da grama verde e a maciez úmida da areia da praia, enquanto brinco de “pega-pega” com meus filhos... quero sentir a gargalhada gostosa deles tentando fugir de mim.
Que eu possa sentir, nos dias frios, o sabor e o calor de uma bebida quente, o sabor e o calor de uma cama macia, o sabor e o calor de um outro corpo. Quero sentir o sabor e o cheiro delicioso de café quente, ao acordar pela manhã nesse mesmo dia frio... e quero beber enquanto ouço o vento lá fora, uivando pra mim, enquanto escorro em pensamentos...
Quero sentir o calor do sol irradiando, penetrando e aquecendo minha pele e minha alma... que eu sinta Deus nesse momento, e que nada mais importe.
Sentir é o que importa pra mim. Sentir é o que dá "sentido" a minha vida...
Mi

segunda-feira, 21 de março de 2011

Paz em demasia dá muito tédio...


Inesperadamente, aconteceu. Acabou-se a calmaria de outrora, acabou-se a paz interior. “Mas paz em demasia dá muito tédio”, pensava ela. O furor instalou-se em seu corpo e, ousava dizer, em sua alma. Sem que ela esperasse, e de forma avassaladora, surgiu o desejo. Não tinha lógica, não era sensato, não era possível. Mas o que é impossível pra você? Para ela era perfeitamente possível. Esse era o ponto. Eis o motivo do grande tormento: para ela - e apenas pra ela - era possível. Se não fosse, ela faria qualquer coisa para tornar realidade. Porém, não funcionava dessa forma, e ela tinha plena consciência dos fatos. Mas era emocionalmente intensa. A intensidade era tamanha, que arrasava seu coração, perturbava sua mente e sua paz. “Mas paz em demasia dá muito tédio”, ela tornava a dizer, como um mantra, tentando convencer a si mesma de que estava certa. O fato é que ela sabia da dolorosa realidade, mas, apesar de tudo, ela desejava. Desejava demais e a cada dia mais. Desejava urgentemente. Certa vez ouviu dizer que era muito “imediatista”. Sim, ela era... Mas como conter um desejo tão intenso? Ela tentava descobrir a resposta dia após dia. Em vão. Ela despertava pela manhã... e lá estava o mal(ben)dito consumindo-a e fazendo arder em chamas seu corpo. Lá estava seus pensamentos desejando aqueles olhos, aquela boca. Lá estava a sua pele ansiosa por tocar a outra. Ao ir deitar-se, a mesma coisa. Ele continuava lá. Nunca saía, nem por um momento e, por vezes, ela o odiava. Odiava aquele sentimento que veio para acabar com a sua paz. Ah, “mas paz em demasia dá muito tédio”, ela repetia. Sentia-se uma tonta, pois sabia que aquilo era impossível. Mas, novamente, o que é impossível pra você? E ela seguia acreditando. Acreditava, desacreditando. Dia após dia, mês após mês. Porém, ela era humana. E uma hora, o fogo arde demais... e acaba consumindo o que queimou. E ela estava cansada... Emocionalmente cansada. Desejosamente cansada. Urgentemente cansada. E não queria mais querer. Não queria mais desejar, não queria mais sentir. Ela resolveu acabar com aquilo e se muniu de forças. Uma força tremendamente absurda, o suficiente para que realmente funcionasse. Alguém duvida que ela conseguirá? Pois eu lhes digo: lamentarei se ela conseguir, porque tudo voltará a ficar em paz. E “paz em demasia dá muito tédio...”

domingo, 20 de março de 2011

Cotidiano



Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.

Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher.
Diz que está me esperando pr'o jantar
E me beija com a boca de café.

Todo dia eu só penso em poder parar;
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.

Seis da tarde, como era de se esperar,
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão.

Toda noite ela diz pr'eu não me afastar;
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor.

Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.

Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher.
Diz que está me esperando pr'o jantar
E me beija com a boca de café.

Todo dia eu só penso em poder parar;
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.

Seis da tarde, como era de se esperar,
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão.

Toda noite ela diz pr'eu não me afastar;
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor.

Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.

(CHICO BUARQUE)

Ah, que delícia de música!
Acordei cantarolando...
Adoro!

Beijo, "pipous"!

Mi

sábado, 19 de março de 2011

Cada um no seu quadrado!

Caro Dr. X,

Você é um médico. Respeito MUITO a sua profissão e reconheço a sua extrema importância para a sociedade. Vou sempre ao dermatologista, ao ginecologista, ao cardiologista, faço meus exames preventivos de rotina... ótimo.
Respeito também todas as outras profissões existentes, em todas as áreas, não apenas a da saúde. Cada profissão tem sua importância (não fosse isso ela não existiria) e, sobretudo, suas ATRIBUIÇÕES.
Eu, Dr. X, sou fisioterapeuta. Estudei 5 anos da minha vida em uma universidade, e sou reconhecidamente bacharel em Fisioterapia. Veja bem, Dr... não sou médica, sou fisioterapeuta. Jamais prescreverei um medicamento, ou qualquer outro tratamento médico, jamais farei cirurgias, jamais darei diagnóstico médico. Não posso, não sou APTA a isso. Não estudei e não tenho competência para fazê-lo.
Dito isso, então porque você, Dr. X, faz tanta questão de aprovar um projeto de Lei em que seria de sua competência prescrever o tratamento FISIOTERAPÊUTICO? Você é fisioterapeuta? Você ao menos ESTUDOU algo sobre Fisioterapia em seu curso de Medicina? Você sabe as indicações e contra-indicações de um aparelho de Ondas Curtas? Pois se soubesse não prescreveria o mesmo a uma paciente com lombalgia mecânica que teve recentemente um tumor maligno no útero. Também não prescreveria aplicações de Ultrassom no joelho de um adolescente em fase de crescimento. Mas já que você faz TANTA questão de se intrometer na profissão alheia prescrever a fisioterapia, então gostaria que, da próxima vez em que prescrever a aplicação de Ultrassom, você me indicasse corretamente quantos MHz, quantos W/cm2 e por quanto tempo aplicar. Combinado?
Ou melhor, eu gostaria que, sinceramente, você respeitasse a minha profissão e meu exercício profissional. Você e toda a sociedade. A minha parte eu já faço. Eu NÃO admito que você venha a mim com cartinha pronta "mandando" que eu faça isso e aquilo. Desculpe-me, Dr., mas eu aceito o seu diagnóstico médico. A partir daí, o diagnóstico cinetico-funcional e o tratamento fisioterapêutico é todo meu. Me respeite.


O Projeto de Lei do Ato Médico envolve 13 profissões da área da Saúde. Para saber mais, clique aqui

domingo, 13 de março de 2011

Quando ganhei e quando perdi

QUANDO GANHEI...
Eu tinha 18 anos.
Era um menino lindo, magrinho, loirinho, João Matheus.
Fiquei uma semana andando curvada, com rachaduras no bico do seio, com cólicas horríveis.
O pai deu banho no primeiro mês inteirinho no filhote.
Passávamos noites em claro e em pé embalando um pacotinho em forma de gente, por causa de cólicas.
O menino cresceu, andou aos 10 meses de idade, ficou gordinho e com dobrinhas.
Loirinho de cabelos lisos. Filho de mãe morena de cabelos ondulados. Mas o pai era loirinho na infância.
E quando esse pequenino estava com 2 anos, eu comecei a...
GANHAR NOVAMENTE!
21 anos. Mais surpresa, BCG positivo again.
E exames médicos, e ultrassom.
E a descoberta: uma menina!
E tudo evoluia normalmente na gestação.
Até que eu...
PERDI O PAI DOS MEUS FILHOS
Foi um acidente de carro em uma viagem pro Paraná.
Provavelmente dormiu na direção.
Eu estava grávida de 6 meses.
Grávida da nossa menina.
E com um menino de 2 anos pra cuidar.
O "Joãozinho do pai" como ele dizia.
E ele nunca, nunca, nunca pôde ver...
O rostinho da sua menina.
Da menina que ele tanto queria.
A "Dudinha" do pai.
Ele dizia: tem que se chamar Maria Eduarda, porque se não eu não registro no meu nome... hahahaha
Eu dizia: ahh, não quero, é um nome tão comum...
E ele pegava a minha barriga, nem me dava bola e começava a conversar com a "Dudinha do pai"...
E assim foi... ela nasceu linda, perfeita, morena de cabelos ondulados. A cara do pai!
Tá, todas as pessoas do mundo dizem quem ela é minha cara. Me desculpem, mas eu vejo olhos, nariz, orelha e queixos iguais aos do pai! ;)
Quando ela veio ao mundo, o responsável pela sua vida já tinha partido... Irônico, não?
Foi doloroso. Não queiram imaginar o quanto foi doloroso.
Mas foi superado. A lembrança sempre existirá.
Mas a vida tem que continuar. E continuou. E me tornou forte, pois agora sou pai e mãe e eles dependem de mim e apenas de mim para educá-los.
A vida é assim. Ganhamos e perdemos o tempo todo. Sofremos e nos alegramos. Choramos e sorrimos. E continua uma delícia de viver.

Como diz Agatha Christie: "Eu gosto de viver. Já me senti ferozmente, desesperadamente e agudamente feliz. Também já me senti dilacerada pelo sofrimento, mas apesar de tudo ainda sei, com absoluta certeza, que estar viva é sensacional."

Faz EXATAMENTE 4 anos que ele partiu.

Fica a saudade. A saudade gostosa. Aquela te faz sorrir ao lembrar...


Last Kiss- Pearl Jam... (lembro bem)


Beijo beijo beijo

Mi

quinta-feira, 10 de março de 2011

Run in the rain


Tênis no pé.
Pé no asfalto.
Corrida.
Suor se misturando à água da chuva.
Vento no rosto.
Cheiro de terra.
Céu escuro.
Música alta no fone...
e muitos pensamentos na cabeça!
Só quem prova pra saber.

Direito de errar...

O que há de mau no erro?
Por que as pessoas julgam e condenam tanto quem comete erros?
Eu sou humana. Diz o meu RG que já sou uma mulher. Adulta. Mas às vezes me acho uma criança, outras vezes uma adolescente boba.
Por que me sinto assim? Eu te digo: porque eu erro.
Sim, queridos... eu E-R-R-O.
Claro, claro, claro... há erros e erros. Mas não estou falando aqui de gente que mata criancinhas em série, nem nada do tipo (se bem que gente assim não é gente, e estamos aqui falando de gente, certo?).
Deixa eu te dizer uma coisa que sei que não é novidade, mas que é sempre bom frisar: gente ERRA. Pessoas erram. Seres-humanos erram.
Eu erro pra cacete. Já disse no primeiro post. Sou imperfeita.
Sou uma pessoa MUITO guiada pelas emoções, pelo coração. Apesar de pensar demais (sou uma pensadora profissional), a emoção acaba sempre vencendo a disputa dentro de mim.
E eu a sigo, sem dó!
Vou lá, falo o que eu to SENTINDO, me exponho, dou a cara a tapa, coloco a mão no fogo... e o corpo inteiro se for preciso.
Eu preciso disso, preciso de emoção, preciso que me arranque o chão, preciso que me cause devaneio, preciso sentir meu coração bater acelerado, preciso sentir o sangue correndo nas veias...
Então deixo a emoção agir. E talvez por não pensar mais com a "cuca" antes de deixar que a dita emotion tome conta de mim, o que acontece? Eu erro.
E muitas vezes, choro. Como se não houvesse amanhã.
E praguejo. E coloco a culpa na astrologia (pisciana romântica-sonhadora-emotiva feelings), em Deus, em mim, e até nos outros. Digo que nunca mais agirei desse modo, que serei a mais fria e cruel de todas as criaturas.
HAHAHAHA, que tonta.
A emoção está em mim, quem quiser que me aceite assim (rima pobre).
Mas, sim... eu aprendo com meus erros. Eu cresço com eles. Eles me fazem forte. Clichê, eu sei. Mas é verdade. Só não aprende com o erro quem é uma pedra (but I'm not made of stone)...
Erre. Não tenho medo de errar. Viva, se emocione, chore, transpire, queime por dentro. É delicioso. Você se lembrará disso aos 90 anos. E, se não chegar até lá... ao menos você viveu! E como viveu!

Abaixo a música LINDA, na voz incrível da Joss Stone, que me fez chorar com a letra e me inspirou a escrever esse texto confuso:

Joss Stone- Right To Be Wrong






Beijo beijo beijo,

Mi

terça-feira, 8 de março de 2011

Nana nenê, por Rafinha Bastos



Eu adoro stand-up comedy!
Mas tem muita coisa sem graça por aí...
Acho que a pessoa tem que ser muuuito boa pra fazer todo mundo rir. Esse cara aí é bom. Acho que nem só pelo que ele conta, nem é pelo conteúdo (só)... mas a entonação de voz quando fala, as caras e bocas, acho fundamental. Eu ri muuuito com esse vídeo aí.

Beijo

Mi

Apresentando-a

Ela nasceu de uma história bonitinha de amor. A mocinha tinha seus 16 anos e andava pelo bairro com a melhor amiga. Era magrinha e andava de shortinho curto, desfilando suas belas pernocas. O rapaz, já com seus 23 anos, era um belo moreno, muito belo mesmo, que andava de motocicleta pelo mesmo bairro que a mocinha. Um dia eles cruzaram seus olhares. E o rapaz se interessou pela bela menina. Aquela moça magrinha de belas pernas. Começaram a conversar com mais frequência e o interesse mútuo foi crescendo. Descobriram semelhanças. Tinham o mesmo nome. Namoraram. Andavam de motocicleta para todos os lados e estavam felizes e apaixonados. Mas a mocinha era MUITO ciumenta. Pudera, o moreno era belo, tinha uma boca carnuda, coxas grossas dignas de jogador de futebol, cabelos ondulados esvoaçantes e um corpinho de causar inveja às amigas da mocinha. E ele trabalhava bastante. Por vezes, passava na casa da moça só altas horas. E começava o interrogatório. Ela perguntava com quem estava, se estava com a "outra", porque passou na casa dela tão tarde, blá blá blá... E eles brigavam, se desentendiam, ele saía da casa dela roncando o motor da motocicleta... mas logo já estavam juntos de novo.
Três anos de namoro se passaram... e a moça descobriu que estava grávida! Ah, mas teve tanto desespero. O rapaz ficou atordoado. Emocionado, feliz, mas atordoado. Trabalhava, sim... mas ganhava pouco. Logo trataram de batalhar. Ela continuou seus estudos, mesmo grávida (anos depois descobrira na filha a mesma "veia" estudiosa da mãe). E ele, ousado como sempre foi (típico sagitariano, pra quem acredita em astrologia) largou o emprego fixo em que estava e foi à procura de algo melhor. Andou, andou pelas cidades, trabalhou nos empregos mais humildes, até que um dia falaram pra ele de um concurso de agente penitenciário que teria na cidade. E ele fez. E passou! Um emprego público, um ótimo salário. E a criança nasceu. De parto normal. Com 3,250g e 49cm. Uma menina! Morena e idêntica ao pai. E esse pai chorou, chorou, chorou. Sempre foi muito emotivo. Sim, o rapaz, que hoje é um homem feito, com seus 51 anos, é o HOMEM mais incrível que essa menina (hoje uma mulher de 25 anos) já viu. Essa menina cresceu, não teve tudo que quis, mas teve o necessário pra ser digna, pra ser humana, pra ter valores. Está longe de ser perfeita. Muuuuito, muito, muito longe. Mas teve uma base e o suficiente pra aprender a viver. E quer continuar aprendendo até o último dia de vida.
Prazer, Mirella de Oliveira, filha do Márcio e da Márcia. A imperfeita.
Depois te conto mais! ;)

Mi