segunda-feira, 28 de março de 2011

Poema do amigo aprendiz



Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...

(Pe. Zezinho)

2 comentários:

Michele P. disse...

Este texto é lindo! Uma vez declamei na escola e nunca mais esqueci!
Mas Mi, ele não é do Fernando Pessoa...
Sei que na internet consta como sendo, mas não é... Em diversos links ele vem assinado pelo Padre Zézinho.

Um abraço!

Mirella de Oliveira disse...

Obrigada, Michele!
Já corrigi!
:)