sexta-feira, 1 de abril de 2011

Desabafo

AVISO: ESSE TEXTO É AMARGO E DESAGRADÁVEL. TENHA CERTEZA DE QUE DESEJA LER.

 
E aí existe uma pessoa na sua vida. Nas suas veias "correm" o sangue dessa pessoa e você tem as características genéticas e hereditárias da mesma. Isso é algo que você não escolheu, certo? O destino (Deus, o acaso, o que quer que você acredite) incumbiu a você de ter essa pessoa na sua vida, de uma maneira muito, muito próxima.
                E você AMA essa pessoa. Não ama apenas porque ela é sua parente muito próxima, mas porque você a conhece desde sempre e... ah, sei lá, você a ama (explicar porquê se ama alguém é impossível, desculpe). Porém, você não admira essa pessoa. Essa pessoa é amarga, é mesquinha, é preconceituosa, é rude e é má (e ainda é pouco). E ela te fala as coisas mais terríveis que um ser-humano pode dizer a outro. Ela te ofende, ela grita com você (e você detesta gritos com todas as suas forças - talvez seja trauma antigo devido a essa pessoa), ela te humilha... ela parece que te detesta. No fundo você sabe que ela não a detesta, mas ela age igualzinho como se sentisse isso. Simplesmente, você não a admira e você quer distância dela. Sim, você a ama, mas você quer distância dessa pessoa. Você tem vontade de manter apenas uma relação social fria e distante, com encontro apenas em festas de família e olhe lá.
Infelizmente, você ainda é obrigada a conviver diariamente com essa pessoa. E a ouvir as mais terríveis barbaridades, as mesmas de sempre, dia após dia. Não, você não se acostuma a ser tratada desse jeito, por mais que isso aconteça há anos... não, definitivamente você não se acostuma a barbaridades.
                Essa pessoa deveria ser a primeira a te dar apoio, mas é sempre a primeira a ser descrente em você, é sempre a primeira a não acreditar no seu potencial. Ela sempre viu que estava errada. Felizmente, essa pessoa sempre se enganou. Mas e quem disse que ela muda de ideia? Não, ela não acredita que nada de bom pode sair de você e nada de bom pode ter relação com você.
E sabe o que é mais chato? Essa pessoa não é uma parente qualquer, é simplesmente a pessoa que mais deveria te amar no mundo (exceto você).
  E o que você faz? Você suporta, e suporta e suporta... e a cada grito, a cada ofensa, a cada coisa nojenta que esse "ser-humano" faz contra você, você se mune de mais forças e mais armas.. e você trabalha mais e mais, para um dia poder passar ao menos um ano sem ouvir as mesmas palavras rudes (o ideal seria toda uma vida).
                Apesar disso tudo, você é feliz. Cada um sabe o que faz da sua vida. Você ama essa pessoa e sabe que ela a ama. Mas vocês têm que se afastar... pelo bem de todos os envolvidos. Rapidamente e urgentemente. Amém!

2 comentários:

Aime Chiquini disse...

Oi Mirella!!!
Sei que meu comentário está meio atrasado.
Mas gostaria de dizer pra vc que vc não está sozinha com esse sentimento de descrença e desconfiança e de falta de entendimento.
Estou com vc. Não sei o que se passa na cabeça do meu pai, nem o que venha a se passar. Mas sei que o que ele faz e a forma como faz sempre me machucaram. Eu sei que infelizmente essa é a forma que ele tem para demonstrar amor e descontentamento.
Só que pra mim não basta, eu não me acho merecedora desse tratamento sabe? E aí esbarro no fato de que eu adoraria que ele se dispusesse a conversar e tentar faze-lo ver que nao eh bem assim. Mas infelizmente ele nao quer. Para q eu nao me machuque e faça com ele exatamente o que ele faz comigo, eu me distancio. Me afasto e vivo na minha vida com ele só na lembrança, tentando lembrar dele so com fatos bons, momentos agradáveis. É mto difícil. Mas é um exercício diário. Para que eu possa me proteger e me sentir aliviada. Pois sei que eu tentei.

Mirella de Oliveira disse...

Que bom que você me entende, Aime! A única coisa que eu posso fazer (porque conversar NUNCA adiantou) é tentar sempre dar o melhor de mim... e tentar sempre ser uma boa mãe e uma boa filha... apesar dos pesares! Beijo