quinta-feira, 19 de maio de 2011

Todas em mim!




Tenho 25 anos, uma vida pela frente e um passado bonito, saudoso e um pouco dolorido na bagagem. O que eu sou hoje é resultado de misturas: genética, educação, experiências, aprendizados. Sou complexa, sou confusa, sou sonhadora, pensativa e minuciosa. Sempre tive dificuldade de me descrever, de me definir, de falar de mim. Talvez porque qualquer resumo que eu faça me pareça pouco. Tudo que eu disser, tudo que eu escrever não vai me parecer suficiente. Sou muito. E muitas. Ainda sou aquela criança de alguns anos atrás. Aquela que ficava desesperada se os pais saíam de casa, que não dormia enquanto eles não chegavam, sou a mesma menina amada e paparicada pelo pai, que adorava quando ele chegava com gibis da Turma da Mônica, que tinha uma coleção enorme e lia e relia sempre. Sou a mesma menina que adorava brincar no balanço, a mesma menina tímida da escola, que tinha pouquíssimas (mas boas) amiguinhas. A mesma menina que adorava escrever historinhas, que inventava mundinhos só seus e vivia muito feliz neles. A mesma menina que adorava jogar videogame... e era muito boa nisso. Ainda tenho em mim aquela adolescente. Que sonhava com o amor da vida. Que sempre se apaixonou perdidamente. E sempre acreditou que era pra sempre. Ainda sou a adolescente que adorava conversar com as amigas, ler revistas teen, falar dos meninos, rir até altas horas da noite. Ainda tenho em mim a adolescente que adorava estudar e que sonhava alto, muito alto. Que queria ser médica, ter um casal de filhos, ganhar 30 mil por mês, ter uma casa na cidade, outra na praia, ter um sítio, o homem perfeito, ser linda e gostosa. E a mulher que sou hoje vive em harmonia com as duas: a criança e a adolescente que fui. Elas não sumiram. Estão todas em mim! Às vezes aparece uma, às vezes a outra... Às vezes, todas as três juntas.  Eu disse que era complexa! Ainda gosto de gibis, ainda gosto de videogame, ainda gosto de escrever histórias. Ainda sonho com o amor da vida. Mas não quero mais que ela seja perfeito. Ainda me apaixono perdidamente, mas sei que o pra sempre dura o tempo que tiver que ser. Ainda quero uma casa na cidade, na praia, no sítio. Mas não almejo ganhar 30 mil por mês (quase isso, quem sabe). Não me tornei médica, mas amo muito a profissão que escolhi. E, veja só: tenho um casal de filhos lindos, como sempre quis. Sei que tenho muito o que aprender, muito chão pela frente, muita história pra viver, muita gargalhada pra dar, muita lágrima pra chorar. Sei que minhas opiniões vão mudar, sei que terei mais Mirellas habitando em mim daqui há alguns anos. Só espero que o melhor de mim continue em mim. Espero que a inocência da infância e da juventude e a maturidade que meus vinte e poucos anos me trouxeram até agora sejam mantidos. E que venham mais delícias, sofrimentos, prazeres, experiências, aprendizados... mais vida!   


2 comentários:

Michele P. disse...

Que texto lindo Mi!
É por isso que gosto tanto de você: por causa desta espontaneidade e desta transparência! Não deixe que elas acabem! ;)

Um abração

Mirella de Oliveira disse...

Não deixarei que acabem! ;)
Tanto gosto MUITO de você, minha amiga!
Beijooooos