segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tudo


      

        Diz a lenda que o Dia das Mães está chegando, mas como eu sou mãe nos 365 dias do ano e 24h por dia, não preciso de dia certo pra falar sobre isso: ser mãe.

(Eu penso bastante antes de colocar um título no post. Gosto que expresse o mais fielmente possível o que quero passar com o texto. E tem título melhor pra este? Afinal, eles, os meus filhos, são exatamente isso pra mim. Ele representam isso na minha vida: TUDO.)

        Ser mãe é sofrer e se alegrar, é sorrir e chorar, é se preocupar e se orgulhar, é amar incondicionalmente... E tudo ao mesmo tempo. Ser mãe é sentir um turbilhão de emoções. É mesmo como diz o ditado: “padecer no paraíso...”
       Eu quero falar do meu príncipe, meu João Matheus. Ele foi um danadinho, chegou de surpresa e transformou a minha vida. Eu era uma menina CDF, cheia de sonhos e de planos, terminando o Ensino Médio, me preparando pra prestar o vestibular e apaixonada pelo namorado. Foi um sustão no começo, chorei muito, me desesperei... Mas depois foi tanta, tanta, taaanta alegria! Continuei com meus planos, passei no vestibular da Udesc, em primeiro lugar, estando grávida de 8 meses. Sim, eu me orgulho disso. A gravidez foi ótima, ele nasceu tão saudável, lindo, cheio de vida. Meu filho me tornou mãe. E com isso, mais mulher, mais madura, mais cuidadosa, mais compreensiva, mais paciente. E com muito mais sonhos e planos. É tão gratificante ver meu menino crescer, evoluir, dar seus passinhos infantis e subindo cada degrau da vida, aprendendo coisas novas, novas descobertas, dia após dia. É tão gostoso ensiná-lo e educá-lo. Mas, ao mesmo tempo, não é uma tarefa nada fácil. É uma experiência inédita pra mim. Ele é um menino. Sim, eu já fui criança, mas eu era uma menina e têm certas coisas que eu não sei (e nem vou saber futuramente) explicar direito pra ele... Então, na ausência do pai (que Deus o tenha), às vezes tenho que apelar pro avô-pai.
          Meu João é muito inteligente. Está no 1° ano, aprendendo a ler e tendo aulas de capoeira na escola. E adora tudo isso!  Gosta muito de brincar de bicicleta, de jogar no computador, de brincar com seus bonecos, de cantar e fazer shows pra assistirmos, de ir ao cinema e ao McDonalds (mas só pelo brinquedo, e não pelo lanche haha). É um pouco distraído, e de vez em quando tenho que chamá-lo muitas vezes até que me entenda e me atenda. Mas é tão carinhoso, tão educado, vem com cada frase de “adulto”, que fico babando!
            E a minha doce Maria? Foi outro susto, logo após reatar com o pai dela (tínhamos nos separado por uns meses). E eu estava na metade da faculdade. Mas foi outra surpresa deliciosa. Ahh, minha princesinha, meu “clone”, como todos dizem. Bom, eu a acho bem parecida com o pai, até a cor da pele mais clarinha (eu já sou mais morena). Mas onde quer que eu vá, as pessoas sempre param e dizem: “Ohhh, como parece com você!!” Então, tá, gente... Vocês estão conseguindo me convencer! 
           A minha Maria é uma serelepe, muito levadinha igual ao irmão. Um pouco manhosa também. Não posso brigar com ela, por qualquer coisa, que ela abre o maior berreiro, com muitas lágrimas (não sei como consegue) e um bico enorme. Vem pra mim aos prantos, com os bracinhos estendidos querendo abraço, e dizendo “Desculpa, mamãããe”. Golpe baixo. Ah, apesar de ser um doce, toda carinhosinha, ela adora “tocar o terror”. Vive me deixando de cabelo em pé, ficando de ponta cabeça, subindo em árvore, pulando na minha cama (como detesto isso), virando estrela. Doidinha essa menina. Ela também é muito inteligente, já consegue escrever o próprio nome, e já sabe falar as cores em inglês. Aprendeu com o irmão. E ela adora um ataque de cócegas. Mas não posso fazer por muito tempo, porque senão ela me diz: -Mãaaee, pára que eu vou fazer xixi na calça! hahahaha
            Bom, meus filhos são o que move a minha vida. É por eles que eu trabalho e batalho tanto... É por eles, inclusive, que eu me cuido e me amo. Eles me dão um trabalho enoooorme, e é muito cansativo. Às vezes eu perco a paciência com eles; sou humana. Às vezes levanto a voz, às vezes dou palmadas. Mas sempre me arrependo depois.
             Meus anjos, vocês ainda são pequeninos, não sabem ler e não entenderiam o que escrevi aqui. Mas eu sei que vocês sentem o meu amor por vocês. Vocês sabem que a mamãe erra, que a mamãe às vezes perde a paciência. Mas vocês sabem que os beijos, os abraços, os apertos e os ataques de cócegas que vocês tanto gostam são muito mais freqüentes.

             Eu desejo a vocês uma vida honesta, digna, com alegrias infinitas, com frustrações, com aprendizados dolorosos, com aprendizados felizes, com amores, com prazeres, com trabalho, com luta. E que vocês sempre lembrem do meu AMOR IMENSO POR VOCÊS.



5 comentários:

Anônimo disse...

Com certeza ser mãe é tudo isso e muito mais. Achei muito interessante.

Fabiana disse...

Nossa Mirella !!!!!!!!!!!! Que lindooooooooooo ! Ser mãe é Maravilhoso mesmo !!! Me emocionei muito lendo seu texto.
Beijinhos

Mirella de Oliveira disse...

Aí as mães que não me deixam mentir!
Sogra(a anônima), teu filho foi o grande responsável por toda essa felicidade. Ele se foi mas deixou belos frutos. Sempre o vejo no João Matheus, são muito parecidos. E você também o vê, que eu sei. Obrigada pelo filho incrível que você teve.

Fabi, obrigada! Eu sei que você sabe a delícia que é ser mãe. Tua Amandinha é uma graça. Beijão

Michele P. disse...

Mi

Teus filhos são lindos,já lhe disse!
Tenho certeza que estão sendo formados com muito amor e carinho, e preparados para se tornarem grandes pessoas, dignas, honestas e humanas.

:)

Beijão!

Mirella de Oliveira disse...

Ahh, Mi... vc é uma amiga linda, incrível, sabia? Adoro esses teus comentários carinhosos!
Muuuito obrigada, minha amiga!
beijãooo