quinta-feira, 16 de junho de 2011

Patrícia



Eu a conheci na escola, na 4° série. Morávamos em ruas paralelas. Ela na rua de cima, eu na de baixo. Ficamos amigas. Conheci outras amigas através dela (como a Helena, sobre quem já escrevi nesse post aqui). Rimos juntas incontáveis vezes. Já dormi na casa dela. Ela já dormiu na minha. Nós nos conhecemos crianças e nos vimos crescendo juntas. Nos tornamos adolescentes. Fomos confidentes do primeiro beijo, do primeiro namorado, do primeiro “tudo”. Virávamos algumas noites rindo juntas e fofocando. E ela sempre queria mexer na minha orelha gelada pra dormir (e eu detestava). Era sempre a última a acordar. Comíamos sempre o cachorro-quente prensado da esquina com suco Clight, sabor uva Itália, na casa dela. Também já pagamos muito mico juntas (aulas de jazz, com collant rosa e direito a spacat... Vergonha total, hahahaha). Trocamos de colégio juntas duas vezes. Ela me esperava de manhã, pra irmos a pé pra escola. E reclamava que eu sempre me atrasava. Fizemos muitos trabalhos de escola juntas, morrendo de sono à tarde e com as letras embaralhando. Tomávamos café preto com bolacha de chocolate. Fui a muitas festas juninas no aniversário dela, com aquelas guloseimas maravilhosas que só mesmo a Dona Odete (mãe dela) pra fazer. Fizemos muita festinha na casa de praia dela. Andamos muito de moto por aí. Um dia ela conheceu meu primo. Namoraram por anos e anos e anos (contas rápidas me dizem aqui que foram uns 9). No início desse ano, esse relacionamento deu frutos. Nasceu a Lorena. Filha da minha grande amiga com meu primo, olha que fantástico! Bom... Isso é um pouco (muito pouco) do que nós já passamos juntas. A Patrícia é uma mulher encantadora. Era menina, tornou-se uma mulher. Magra, alta, sempre bronzeada. E continua com o mesmo sorriso no rosto de sempre. É o tipo de pessoa que está sempre rindo de tudo. Mas tem os seus defeitinhos... Nunca marque compromisso com ela. A chance de ela faltar é gigantesca (desculpa, Pati, mas sou sincera hehehe). Eu e a Helena costumamos chamá-la de “feia”. -Oi, Helena, falasse com a feia? “-Ah, liguei pra ela, mas não estava em casa! Mas é uma feia, mesmo!” Hahahahaha. É mais ou menos assim. É nosso jeitinho carinhoso de tratar nossa LINDA amiga.
Minha amiga, hoje você completa 25 anos e eu precisava que você soubesse a importância que tem na minha vida. As memórias do que passamos estão guardadas. E o meu melhor abraço, sempre disponível. E hoje ele é SEU.

 FELIZ ANIVERSÁRIO, PATRÍCIA!!







5 comentários:

Eraldo Paulino disse...

Em primeiro lugar, devo dizer que adorei ver mais uma foto tua, Mi!

Segundo, devo dizer que fiquei comovido com o post. Também tenho muitos amigos de infância. Ontem mesmo dialogava com um amigo meu que hoje está em Rondônia. E é impressionante como verdadeiras amizades não passa, né? Tem prazo de validade eterno.

Bjs!

Priscila Vicente disse...

Oiii Miiii,

Nossa muito lindo o seu texto para a Paty!!!

Fui lendo e relembrando o tempo que você a Party e eu estudávamos juntas no Cabral... ahauahuahauahu

Manda um beijãooo pra ela.

Bjãoo Mi

Michele P. disse...

Ai que bacana! É tão bom ter amigas! Servem para nos ajudar a segurar a barra nos momentos de tensão, para rir nas alegrias e micos, enfim...
Parabéns a ela pela data e às duas pela amizade!
Um dia ainda quero aparecer aqui tbm! :)

Beijossssssss

Helena Borges disse...

Nossa como estamos ficando velhas kkkk faz 20 anos que eu conheço a feia, Meu Deus!!! Todas mamães, lindas mamães. Como agradeço a Deus por ter vcs em minha vida!! amo vcs 2 e amo vcs 5 bjooooooooooooooooooooo

Patricia disse...

Ai Mi que lindo, adorei. Obrigada por lembrar desses momentos inesqueciveis.
Te amo!!!

Bjos Patty.