sábado, 2 de julho de 2011

De tudo um pouco



Sentei-me na frente desse computador. Apoiei o cotovelo esquerdo na mesinha e a mão esquerda espalmada segurando o rosto. Fechei os olhos por uns 10 segundos e suspirei. Precisava dormir; O dia havia sido cansativo e nada proveitoso. Apesar disso, precisava tanto desabafar aqui nesse meu mundinho “público-particular”. Mas não encontrava as palavras e, quando as achava, não conseguia reuni-las em forma de frases com sentido. Esse meu caso de amor e ódio com as palavras não é de hoje (como eu digo nesse post aqui).

Bom, falei que precisava desabafar, mas nem sei bem se a palavra certa seria desabafo. Não estou triste, não. Entretanto, não estou radiante de felicidade. Estou serena, calma, em paz. Mas tive uma ânsia absurda e inexplicável de vir escrever. Pensei em escrever sobre o meu pai. E sobre tudo o que aprendi na minha vida com esse cara sensacional que ele é. Mas decidi que quero falar dele em uma outra hora, porque ele merece mais inspiração do que posso dar no dia de hoje.

Pensei também em falar sobre o tal do “eu te amo”. Frasezinha danada, pois trata-se do sentimento supremo, o mais nobre de todos, o “mais-mais”. Pensei nisso porque recentemente disse essa frase a uma grande amiga, que entrou há pouco na minha vida. Talvez ela tenha se surpreendido ao ouvir isso de mim, visto que nos conhecemos há uns três meses. Mas, sim, eu a amo. Sim, eu digo, sem nenhum constrangimento, “eu te amo” aos meus amigos. Tenho raros amigos. Amigos, amigos MESMO, posso contar nos dedos de apenas uma mão. E os amo profundamente. Uma coisa pode-se ter certeza ao meu respeito. Se algum dia eu lhe disser que o amo. Acredite: eu amo.

Mas aí pensei também em falar sobre os sentimentos turbulentos e variados que me habitam. Só que já falei tanto deles aqui, que chega a ser chato. Porém, lembrei que o blog é meu (tcharãããã, é meu, olha que legal!!) e quem quiser ler, fará por sua conta e risco. Aqui eu escrevo pra mim, escrevo porque gosto, escrevo porque é terapia. É particular, mas eu deixo público, seguindo a frase maravilhosa de autoria duvidosa "Eu me exponho para que nada se imponha dentro de mim". É isso mesmo: particular, meu eu, meu interior, meus sentimentos, meus devaneios, meus desabafos, minhas dores, minhas alegrias, meus pensamentos. E público, ao alcance de quem se interessar, ao alcance de qualquer pesquisa no Google, de qualquer ser humano em qualquer lugar do planeta. Sou um paradoxo e quero morrer assim. Adooooro comentários, adoro quando me leem e vêm comentar, elogiando (não vou ser hipócrita e dizer que amo críticas, hahaha). Mas esse não é, definitivamente, meu objetivo maior.

Aí também me ocorreu falar sobre a supervalorização que damos a algumas pessoas e sobre o tempo pre-ci-o-so que perdemos, além da energia imensa que gastamos em algumas fases de nossas vidas. Será que é certo gostar sem reciprocidade? Sentir saudade sem reciprocidade? E não me venha com “ahhh, mas essas coisas a gente não escolhe”. Vamos criar vergonha nas fuças e nos amar, queridos! Bom... Esse assunto da tal reciprocidade daria muito pano pra manga, então pensei que ele também exigiria mais inspiração, assim como o texto que dedicarei ao meu pai, qualquer dia desses.

Como viram, tinha muita coisa pra despejar aqui, mas acabo de perceber que já falei abobrinhas demais e, apesar de ser meu blog e blábláblá, minha falta de noção tem limite. Então paro por aqui, porque minha garganta não está legal, meu pescoço está doendo, o dia foi cansativo e tenho um livro maravilhoso e uma cama quentinha me esperando. Prometo (a mim mesmo e aos doidos que invadem meu mundo privado) que voltarei mais inspirada, menos confusa e mais coerente. E após um dia fantástico, desses que ainda estão por vir.

Beijo beijo beijo

Mi

3 comentários:

Helena Borges disse...

Sobre todos esses assuntos eu gosto sobre o teu pai e sobre o Amor recíproco!!! Até porque seu pai é uma pessoa maravilhosa e sempre achei só amamos de verdade aqueles que nos amam. Por isso te digo mais uma vez te amo Mi!!! bjooooo

Eraldo Paulino disse...

Querida... Let it Be!

Bjs!

Mirella de Oliveira disse...

Helena,

Eu também te amo muito!!!

Eraldo,

Yes, let it be, let it be... ;)
Kiss, dear!