terça-feira, 15 de novembro de 2011

Das reciprocidades...




Um dia eu aprendi que nem tudo é recíproco. E é assim mesmo, não há nada de mau nisso. Sentimentos nem sempre são sentidos de volta. Confiança em uma pessoa não significa que haja confiança em mim do outro lado. É estranho e assim, de imediato, parece desmerecer o sentimento por quem não retribui... Mas eu acredito que não desmereça, não. O que eu sinto é só meu. Claro que perceber amor por mim nos olhos de quem eu amo é algo indescritível. E eu não mentirei dizendo que sinto sem esperar de volta. Quando confio, quando amo, quando desejo, é claro que quero que sintam o mesmo por mim. Mas quero e não passa disso. Se houver sincronia é lindo, é fantástico, é gostoso. Mas nem sempre há... E não há como alguém sentir algo "não-espontâneo" por você. Não há como forçar a barra. Atitudes, amor, desejo, confiança, paixão, ódio, ninguém tem a obrigação de me retribuir.  Repito: o que eu sinto é só meu. Não confundam, porque não é gratuito, não é sem motivos e não é por qualquer um. Tem quer ser MUITO ESPECIAL para conquistar a minha admiração e, a partir daí, o meu afeto e seus desdobramentos. Num dia desses, decidi que só com processo seletivo iriam entrar no meu coração. Bobagem, mera estratégia para evitar a dor. Processo seletivo envolveria a razão. Não escolho os meus afetos com a razão, mas não se engane... Meu coração pode ser tudo, menos burro. 






P.S: Esse texto não tem fim, não tem nexo, não tem perna e nem cabeça. Meus pensamentos se misturam e se fundem. Deliciosamente misturados e confusos. Nunca há preto e branco aqui dentro, sempre vira cinza. A famosa bagunça organizada. Eu gosto assim. Essa sou eu. Lembra do último post? Pois é. ;)





3 comentários:

Anônimo disse...

Mi...

Melhor quando é espontâneo. Melhor quando é verdadeiro. Melhor quando há sincronia. Melhor quando há entrega. Mas... quem são os dispostos a darem o seu melhor ao que fazem?

Gosto de perceber como você tem várias nuances, mas é sempre a mesma. E adoro seus textos e sua formas sensível, subjetiva e peculiar de escrever.

Beijos,
Duda

Luna Sanchez disse...

Ah, Mi, será que fomos separadas na maternidade?

O.O

Eu repito essas verdades até a exaustão! O que eu sinto é responsabilidade minha, ninguém tem culpa ou obrigação de retribuir (é por isso que odeio a máxima da raposa que diz que as pessoas se tornam responsáveis por quem cativam), só quero ao meu lado quem me escolheu, alguém pra quem eu seja opção e não falta de.

É isso, lindona, estamos em sintonia de ideias.

Beijos mil!

Vanessa disse...

Um dia ainda serei um ser assim evoluído que nem vc, pq eu ainda tô naquela de toma lá da cá.

Pra mim, ainda tem que ser recíproco.

Tô trabalhando nisso, mas tá dificil.

Bjo