segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ter filho não é brincar de casinha!


Isso merece até um post no blog. Quantas pessoas você conhece e pensa: "esse cidadão deveria ter levado mais palmadas quando era pequeno"? Eu conheço muitas. Gente preguiçosa, acomodada, que reclama de barriga cheia. Gente mesquinha, covarde, sem valores e sem caráter. Vai dizer que não começa lá na infância? Educação é fundamental. Meu pai me deu uma educação super equilibrada. Sabia ser rígido e flexível no ponto certo. Levei palmadas, sim. Fui defendida e protegida, também. Filho não tem apenas "direitos". Tem deveres, ahh se tem. Um pouquinho de dificuldade, um pouquinho de responsabilidade e um pouquinho de vergonha na cara faz um bem danado. Sou seu pai (sua mãe) e não sua escrava. Sirvo pra te educar e te dar amor... mas não pra te agradar o tempo todo, e muito menos pra te dizer que o mundo é feito de mel. A vida é doce, sim. E amargas muitas, muitas, muuuuitas vezes. As melhores coisas da vida requerem esforço pra serem bem aproveitadas. Quer ser um bom profissional? Isso vai te exigir esforço, dedicação, responsabilidade, suor do teu corpinho. Bateu na minha cara, meu filho? Ohhh, não é bonitinho... não é uma 'fasesinha' difícil, não é tolerável! Se no mundo houvessem mais pais como esse do vídeo, não tinha tanta gente "podre" no mundo. Se houvessem mais pessoas como ele, acho que haveriam pessoas mais fortes e íntegras. Ele foi violento? Talvez tenha sido um pouco. Mas, sinceramente? Antes um pai assim do que um pai banana. Não conheço UMA pessoa que tenha tido uma educação rígida e tenha virado uma má pessoa. Agora, do contrário...


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O conto



Enquanto pensa em escrever, o sol entra pela janela , ofusca seus olhos e a incomoda levemente com seu calor. O sol. Calor. Luz. Raios, raios de luz. Ela quer escrever um conto. Gosta de contos. Acha bonito, lindo, uma verdadeira obra-de-arte aquelas frases bem construídas, as palavras devidamente ordenadas, o sentido impactante que só um verdadeiro artista pode dar à sua obra. Escreveu alguns contos em sua vida. Poucos, mas dos quais ela se orgulha muito. Sentada ali, quer criar. Dar vida a personagens, delinear dramas, emocionar. Abre sua pasta de imagens... foi à procura de inspiração. É... definitivamente, ela é um ser "visual". Gosta de ver. Imagens a deixam eufórica. Incrível como ela acaba de constatar um grande e relevante fato sobre si mesma. É um ser visual. Existem seres auditivos, visuais, olfativos e bla bla bla. Ela é visual. Pra estudar, precisa ler. Ler, ler, ler. Em silêncio, é assim que ela aprende. Nunca gostou de estudos em grupo. Nunca concordou que "duas cabeças pensam melhor do que uma". Não. A sua cabeça inteira pensa muito melhor sozinha, pois assim ela é completa. Em grupo, é uma "meia cabeça". Ah, a inspiração para o conto... onde está? Imagens, imagens, quanta coisa linda... Quanta originalidade! Gosta. Gosta de fotos. Não, a inspiração definitivamente não se encontra no recinto. Deve ter saído para dar uma volta. Talvez um café na livraria com a criatividade... ou até mesmo um choppinho com o entusiasmo. Será que ela foi ao cinema com a originalidade? Não importa. Ela sabe que a danadinha da inspiração voltará. Ela sempre chega de surpresa. Quando ela menos espera. Sempre. Sempre volta. De mãos dadas com o sorriso e com a alegria a tiracolo.   

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Oração pessoal

Querida Mirella

Quando você não souber o que fazer, que você simplesmente faça alguma coisa. Que você não paralise diante da dúvida e que não tenha medo da mesma. Não por muito tempo. Que você enfrente e decida. E, tendo decidido, que coloque um ponto final na questão. Mas que volte atrás, SE E QUANTAS vezes achar necessário, mas que se mantenha firme nos seus propósitos e segura de suas atitudes. Que você permita e aguente a dor de ter decidido. Que você abra espaço para que ela, a dor, se manifeste. Que ela entre e faça o seu serviço. E, uma vez instalada, que você sofra, grite e esperneie. E que, depois, ela vá embora. E que você siga o seu caminho. Sem dor, pois ela não lhe pertence e nem você a ela.  

Querida Mirella,

Quando a situação apertar, que você se permita ficar triste, mas que você jamais SEJA triste. E que nunca morra o amor absurdo que tem por si mesma. Que você continue gostando da sua boca bem desenhada, do seu nariz arrebitado e dos seus olhos pequenos. E, mesmo que não lhe agrade muito as bochechas arredondadas, que você continue em um caso de amor tórrido, intenso e incondicional consigo mesma. Que você se olhe no espelho nua, de corpo úmido e cabelos lavados e, mesmo sem nenhuma maquiagem, você se ame, ame, ame, ame. 

Querida Mirella,

Que você nunca perca a capacidade de se emocionar. Que morram todos os sentimentos que lhe machucam. Que aflorem todas as maravilhas que sente. Que você inspire amor e expire amor de volta. Que venha a você o que tanto deseja. Que você mereça a vida e que ela lhe mereça. Que você se perca ('perder-se também é caminho'), mas que seja momentâneo e útil. Porque (e lembre-se, isto é IMPORTANTE)  você não pode suportar a sua ausência e não pode, jamais, seguir sem você. E, o mais importante: que você... que nós... sempre, sempre, sempre... façamos por merecer! Entendido? Amém. E toca o barco.



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Dance comigo...


"When you have awoken
From all the dreams broken
Come and dance with me
Dance with me 
into the colors
Of the dusk..."






Tatuado


Faz tempo. Faz tanto tempo! Ela nunca esqueceu. Estava frio, muito frio. Das narinas, eram exaladas mornas fumacinhas brancas, que sumiam rapidamente em meio ao ar gelado. Ela estava ali, e era ali que queria permanecer. Para o resto da vida, era aquela companhia que a fazia vibrar. O cheiro, a pele morna, a barba áspera, o gosto do beijo. Ela desejava aquilo tudo. E tinha, naquele momento. Estavam na rua. Só o céu servia de abrigo para seus corpos. Só ele era testemunha daquela euforia. Suas mãos frias adentraram aquele casaco masculino. E percorreram aquele corpo quente. As mãos quentes dele eram indiferentes à baixa temperatura. Abraçavam-na com força e com desejo. Passeavam pelo seu corpo enquanto ela era lentamente conduzida e embriagada pelo melhor beijo do mundo. O momento, eterno que era, passou. Anos e anos passaram desde então. O momento, eterno que era... eterno ficou. Naquele útero, tatuado pra sempre aquele amor. Duas vezes, para não ter erro. O corpo quente, esfriou. As lindas mãos, imobilizaram-se. O beijo cessou. Mas ele ficou. Tatuado na retina, no ventre e na mente. 



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Sussurra






Sussurra. 
Sussurra, vai... 
Grita em voz baixa. 
Desfaz o meu cabelo.
Pega sem receio
 Usa a tua força
Fala sem decência
Inala o meu cheiro
Embriaga-te de mim
Não pensa em sanidade
Abraça o desatino
Como quem arde
Como quem sabe
Como quem gosta
Não dá brecha
Me deixa ofegante
Sou inteira nesse instante
É urgente
É pulsante
É o ápice
Expulso tudo o que arde
E grito
Explodo
Desfaço-me 
Desintegro
E gozo...

Quem é você?





Quem é você? Responda. Não pra mim: sussurre baixinho ao pé de seu próprio ouvido. Você ainda existe dentro de você? Não se perdeu ao longo do caminho? Tem certeza de que você não foi moldado conforme conveniência alheia? Tão adaptado à verdade dos outros a ponto de transformar-se em uma cópia bizarra, disforme e irreconhecível de si mesmo? Não te fizeram engolir sem água e sem piedade o certo e o errado? Cadê você? QUEM é você? Está certo, não há homem inteiro sob a Terra que não tenha tido sua base construída conforme os valores de outra pessoa. Educação é essencial, deixemos claro. É o molde inicial. A base para a construção do verdadeiro 'você'. Mas, atenção! Se não há homem inteiro sem os moldes iniciais... também não há, e nunca haverá homem inteiro sem autocrítica. Não há gente de verdade que não tenha sido aperfeiçoada por si própria. Você é gente de verdade? Porque você não existe se não tiver, com o seu próprio suor, construído quem é. Você não existe se não tiver jogado fora o que não te pertence e guardado com carinho o que te faz funcionar. Seres humanos não são máquinas brutas, automatizadas pelo outro. O outro é base. Você refina. Aperfeiçoa, limpa os cantinhos, aprimora os esboços, arredonda as arestas. Quem você é?? Eu sou muitas, mas todas são eu de verdade. Pecado, pra mim, não são aqueles sete. Pecado é somente, e tão somente, fazer mal ao outro. Vergonhoso é desrespeitar-se (e auto-desrespeito é ignorar desejos, abolir o que faz sorrir e sufocar sentimentos). Feio e sujo é não se sentir bem sendo quem, no fundo, você não é. Essas são as MINHAS verdades. Por favor, descubra as suas.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O Encontro das "Mis"


 E o carinho foi maior. A amizade ultrapassou barreiras e venceu distâncias. Resolvi ir. Ajeitei um imprevisto aqui, driblei a falta de grana dali, comprei as passagens, dei um jeito de arrumar as bagagens... e fui! Pensei em ir sozinha, ir em um dia e voltar no outro. Mas não tem como me conhecer por completo sem conhecer quem eu mais amo no mundo. Então lá vamos nós, criançada! E fomos! Sexta-feira, 10 de fevereiro, oito e quarenta e cinco da manhã, o ônibus partiu da rodoviária em direção à nossa amizade. Rumo a um encontro físico de quem já havia se encontrado emocionalmente há meses. Seis horas e meia e muita indisposição depois, chegamos. Quando o motorista falou: "Rodoviária de Ponta Grossa", eu senti um frio na barriga. Desembarcamos e antes de procurar o celular pra falar com ela, a avistei sentadinha lá ao fundo. Não teve erro, era mesmo ela. Peguei as crianças pela mão e fui. Ela se levantou e veio sorrindo. Nos abraçamos e depois ela abraçou as crianças. Ali eu tive a certeza de que a nossa amizade era real. Como poucas. Coisa rara mesmo. E depois eu descobri de onde a Michele tira de si tanta inteligência, educação, cordialidade e carinho: família! Ela tem uma mãe que vocês não acreditam. Não demonstrou em nenhum momento incômodo com a nossa presença. Sempre muito solícita e dedicada, sempre preocupada com o nosso bem estar. Conversamos muito! rs A Mi ainda tem um irmão tímido mas simpático e um pai educadíssimo e muito inteligente. Conversei muito com os pais da Mi e posso garantir a vocês: essa menina teve uma educação fantástica! Dizem que 'um fruto nunca cai muito longe do pé', não é? Não sei se é verdade em todos os casos, mas neste garanto que sim. Foi uma estadia curta, mas demos muita risada, passeamos bastante e deu pra conhecer um pouquinho da cidade. O que eu não gostei foi da despedida rápida. Mal pude dizer a todos eles o quanto eu fiquei feliz por ter estado ali e por ter sido tão bem recebida! Mal pude abraçar minha amiga, olhar em seus olhos e dizer que foi inesquecível! Foi tudo muito rápido. Então agora, com um pouco mais de calma: Mi, obrigada! A você e a sua família! Eu me senti super à vontade. Foi gostoso demais rir contigo. Foi gostoso demais conversar olho no olho e dizer: 'estou adorando estar aqui, Mi!' Estava conversando com o João agora há pouco e perguntei: 'E aí, filho, tu vai querer ir pra lá outra vez?' 'Sim, mãe.' 'Mas vamos ter que fazer aquela viagem loooonga de novo.' Ele pensou um pouquinho e disse: 'Ah, tudo bem, mãe! Valeu à pena!'... Aí está a criança que não me deixa mentir! Parti com uma certeza: não vai ficar só nisso. Foi apenas o começo. De muitos encontros, muitos passeios, muitas risadas, abraços... e muito mais amizade! Que assim seja! :D



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Michele,


Hoje eu queria ter super-poderes. Queria (e como queria) arrancar tudo isso aí de dentro de ti. Não apenas porque tu sofres. Não, sofrer é válido, sofrer te faz forte e madura. Mas você já sofreu o bastante, já aprendeu. E eu sei que tu tens plena consciência de que teu sofrimento não vale à pena. Então não é de consciência que tu precisas, minha amiga. O que precisas é de amor. É de conforto. É de plenitude. E eu posso te dizer que tu és linda, que tu és uma mulher de verdade, que tu és fantástica... e você vai sorrir. Mas o espinho ainda permanece no teu coração... e me dói muito não poder arrancar. E minhas palavras não conseguem. Sofro contigo. Tenho ódio do teu motivo. E sofro, sofro, sofro. Mas ó, deixa eu te dizer uma coisa. Uma coisa sincera. Uma certeza absoluta: VAI PASSAR! E não é da boca pra fora o que eu digo. Por mais que demore, vai passar. Minhas energias no dia de hoje se concentrarão nisso. Vai passar. 



Desculpa, amiga. Hoje eu não estou boa com as palavras. Mas é de coração. Amo-te.

Foco


Eu tenho tanto objetivo nessa vida. Eu tenho tanto sonho, tantos desejos, tantas alegrias imagináveis. E eu vou ficar aqui, só pensando, devaneando, calculando? Ah, mas não vou MESMO. Vou levantar a bunda da cadeirinha da filosofia, arregaçar as mangas e agir! É mesmo como o meu pai sempre diz: 'O pessimista senta e lastima. O otimista levanta e age.' Nada cai do céu. Há muita coisa boa que aparece na nossa vida sem que tenhamos feito esforço, concordo. Mas acredito, ainda mais, que o que veio... veio na mesma vibração da tua energia. Pense mal e o mal te virá. Sem esforço consciente (mas com muito esforço inconsciente). E pro bem, pras maravilhas, pras delícias, pros sonhos, pros delírios ofegantes... é a mesma lógica. Pense pra cima... e o que estiver na mesma vibração, te alcança, te mira e te acerta. Isso é Deus. Não há nada que não seja sonhado que não possa ser realizado. Duvida que eu consigo? Observe.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

E como gosto!







Gosto do contraste. Minha pele macia e tua barba áspera. Gosto de sentir o tesão que transborda dos teus poros através dos pelos em crescimento. Enlouqueço quando deliras ao sentir minha suavidade. Gosto assim. Eu, fêmea, delicada, suave... selvagem. Tu, macho, agressivo, carinhoso... apetitoso. Gosto de tocar. De sentir a textura e o calor. Gosto do toque. Gosto de fechar os olhos e sentir o atrito da tua barba na minha nuca, no meu pescoço e entre as coxas. Piro com a sensação gostosa, ardente e sensual que fica na minha pele após a presença da tua. Não me julgue frágil, eu não quebro. Mas sou mulher e gosto de carinho. Saber dosar delicadeza com impetuosidade é fundamental. E me ganha.

Você não me conhece



Você não me conhece. Pessoa alguma me conhece. Ninguém, em nenhum lugar do mundo, sabe quem, verdadeiramente, sou. Mas não pense que me escondo. E nem pense que tenho motivos pra isso. Ou melhor, pense, pense o que quiser. Adoro criatividade. Use e abuse. Mas, não. Não tenho motivos pra me esconder. Escondo involuntariamente minhas riquezas. São infinitas e são o que sou. Sou vasta e profunda. Por vezes, limitada e rasa. E sou misturada. E muitas (muitas!) vezes, totalmente ilimitada. Nunca mergulharam no infinito que tem meu nome. Sou, sim, o que você vê. E sou mais. Descobrir é pra poucos. E tenho dito.