sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O conto



Enquanto pensa em escrever, o sol entra pela janela , ofusca seus olhos e a incomoda levemente com seu calor. O sol. Calor. Luz. Raios, raios de luz. Ela quer escrever um conto. Gosta de contos. Acha bonito, lindo, uma verdadeira obra-de-arte aquelas frases bem construídas, as palavras devidamente ordenadas, o sentido impactante que só um verdadeiro artista pode dar à sua obra. Escreveu alguns contos em sua vida. Poucos, mas dos quais ela se orgulha muito. Sentada ali, quer criar. Dar vida a personagens, delinear dramas, emocionar. Abre sua pasta de imagens... foi à procura de inspiração. É... definitivamente, ela é um ser "visual". Gosta de ver. Imagens a deixam eufórica. Incrível como ela acaba de constatar um grande e relevante fato sobre si mesma. É um ser visual. Existem seres auditivos, visuais, olfativos e bla bla bla. Ela é visual. Pra estudar, precisa ler. Ler, ler, ler. Em silêncio, é assim que ela aprende. Nunca gostou de estudos em grupo. Nunca concordou que "duas cabeças pensam melhor do que uma". Não. A sua cabeça inteira pensa muito melhor sozinha, pois assim ela é completa. Em grupo, é uma "meia cabeça". Ah, a inspiração para o conto... onde está? Imagens, imagens, quanta coisa linda... Quanta originalidade! Gosta. Gosta de fotos. Não, a inspiração definitivamente não se encontra no recinto. Deve ter saído para dar uma volta. Talvez um café na livraria com a criatividade... ou até mesmo um choppinho com o entusiasmo. Será que ela foi ao cinema com a originalidade? Não importa. Ela sabe que a danadinha da inspiração voltará. Ela sempre chega de surpresa. Quando ela menos espera. Sempre. Sempre volta. De mãos dadas com o sorriso e com a alegria a tiracolo.   

3 comentários:

Michele disse...

A minha inspiração chega quando estou caminhando ou no meio da noite.
Aliás, ela me persegue...

:)

Um beijo, Mi

Luilton disse...

Olha, gostei muito da forma que você usa pra escrever.
Frisar o

"Nunca concordou que "duas cabeças pensam melhor do que uma". Não. A sua cabeça inteira pensa muito melhor sozinha, pois assim ela é completa. Em grupo, é uma "meia cabeça".

Faz muito sentido. Mas com o tempo, a gente aprende a usar a cabeça por completo e fazer as outras pessoas usarem também.
Pensar em grupo é vital em vários momentos da vida. É chato, porque muitas vezes temos que ceder. Mas é vital.

Um abraço, @AnonimoFamoso.

Mensagem Efêmera disse...

Quem conta um conto aumenta um ponto. =D