segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Eu, por minha conta


A maturidade, percebo hoje, não é algo que vem de uma só vez e fica. A maturidade chega aos poucos, de mansinho. Dia após dia, a maturidade é depositada em nossa conta. Em nossas costas. Pensamentos tortos, preconceitos bobos, medos ilógicos. A maturidade vem e empurra tudo isso pra longe da conta, da vida e das costas. E ela nunca atinge a plenitude. E é aí que mora a "interessância" (criei agora- qualidade do que é interessante) da vida. Sempre seremos imaturos. Sempre seremos bebês em busca de desenvolvimento. É assim que deve ser. Eu estou melhor agora. Melhor que ontem. Muito mais mulher. Muito mais bem resolvida. Eu estou feliz. Um pouco insatisfeita com o resultado de algumas colheitas. Mas eu plantei arroz, como vou querer colher milho? E agora, é cuidar da terra e plantar direitinho o que eu quero. Viver do meu jeitinho. E me amar devagarinho.


3 comentários:

Michele Pupo disse...

Muito melhor. A tua opinião sobre si própria é a que importa.

Mensagem Efêmera disse...

Cresça, amadureça e apareça. ^^

Maela disse...

Amor próprio....

Coisa de quem toma conta do seu nariz.