domingo, 21 de outubro de 2012

Roubando vidas



Já ouviu falar desse filme? Quando eu sentei pra escrever aqui, sei lá, de repente o título dele me veio à mente. Já faz tempo que assisti. Lembro que adorei o final surpreendente com a linda da Jolie. Enfim, assistam um dia, se gostam do gênero policial vão gostar.
Roubando vidas. Roubando. Vidas. Eu não me importo se me roubam meus bens materiais. Eu trabalhei e eu posso trabalhar de novo pra conseguir o que você pegou de mim, filho da puta. E você, se a vida for justa, vai morrer na mão de quem te ajudou ou pela droga que você trocou pelo produto que era meu. Eu não te desejo mal. Só desejo justiça. E a justiça que te cabe e que eu citei ali em cima não é porque você roubou o meu microondas, a televisão da minha mãe e o meu computador. É porque você, seu verme, roubou a minha vida, as minhas lembranças, as fotos tão lindas e abundantes que eu nunca mais poderei rever. Os vídeos dos meus filhos engatinhando, aprendendo as primeiras palavras, dando os primeiros passos, cantando e dançando... os vídeos e fotos de passeios que se perderão na minha memória por falta de um fiozinho que as puxe. Eu não quero mais aceitar que o erro foi meu. Não foi. NÃO FOI! Eu tenho o direito de não ter feito um backup. Eu fui displicente, burra e mais um monte de adjetivos que até eu mesma criei pra mim... sim, eu fui. Mas não fui a culpada. Você roubou oitenta por cento das minhas fotos, todo o meu conteúdo da faculdade, muitos dados pessoais e uma vida quase inteira de armazenamento. Mas eu posso fazer tudo de novo . E eu sei que, se não for você, outros estarão aí fazendo com outras pessoas. E as pessoas fecham os olhos. "Normal", pensam. Não é normal. Não é normal invadirem a tua vida e roubarem tuas lembranças. Tocarem e arrebentarem com tudo, sem zelo, sem cuidado, sem amor com o que é teu. Tu suas, trabalhas, deixas de viver um pouquinho, de dormir, de sonhar, abdicas de algumas coisas em detrimento de outras... aí vêm e tomam de ti. E aí você se prende. E aí você tem medo e olha para os lados e fica taquicárdica com um barulho inesperado. E aí vai atrás de segurança, portas anti-furto, câmeras e o diabo... O diabo! Por que eu tenho que ter medo? Por que EU tenho que viver atrás de grades dentro da minha própria casa? É isso aí, população... continuem com pequenas corrupções, continuem votando pelos mesmos motivos de sempre... continuem de olhos fechados.




quinta-feira, 4 de outubro de 2012

E assim a gente vive...


Boa noite! Passo rapidinho e antes que eu seja consumida pela racionalidade que tem me esgotado nos últimos dias. Ela, a racionalidade, tem chegado rápido. E sucumbido. Estava indo pro banho agora. Mas antes, olhei uma foto... ou talvez tenha sido uma paisagem, ou a brisa gelada que entrou pela janela, ou aquela imagem perfeita de felicidade que carrego na minha bagagem. Não sei. Sei que alguma coisa linda e mágica me fez lembrar de como eu gosto de escrever. De me derreter em letrinhas. De como eu gosto de quem gosta do que escrevo. De como eu gosto das palavras e das viagens gratuitas que um bocado delas juntinhas proporcionam. Várias vezes eu pensei na vontade grande que eu tinha de vir aqui reescrever. Sempre que algo me espeta o sentimento, eu tenho vontade de vir aqui. Mas não dá, há prioridades, há um mundo a vencer, a praticidade e racionalidade a serem metodicamente colocadas em execução. A vida é uma guerra, amigos. E eu tenho sido mole. Mas isso não é problema, eu tenho aprendido tanto... Eu tenho estado intolerante e tenho achado isso bem benéfico a minha saúde. Intolerância seletiva. Arrancando pela raiz o que maltrata meu coração. Já aprendi muito e ainda não sei o dobro. E acho lindo ter consciência disso. A vida corre, o tempo ciclicamente morre. E eu aqui, matando os meus leões na paulada. Até o dia em que eu encontrar um veneno bem poderoso pra eles. E aí, sem suor e sem esforço eu cumprirei a meta da matança diária. Até lá, talvez eu tenha que reduzir a emoção e a inspiração das letras. Das letras, somente. E, o que não sai dos dedos, que se mantenha dentro e transborde pra quem merece. Ao menos razão e emoção os conhecem bem. Agora sim. Fiquem bem. Pirem, inspirem, suspirem. E se  não for pedir demais, vibre seus pensamentos aí na frequência de um veneno bem bacaninha pra leões malvados, tá? ;)