domingo, 11 de novembro de 2012

O dia que foi lindo sem jamais ter sido...



Num dia, aquele que nunca chegou, provou pra todo mundo que não precisava provar nada pra ninguém. E, sufocada e presa por tamanha liberdade, gritou em silêncio, no meio do nada e sozinha, estourando os tímpanos de quem estava perto. Um silêncio estrondoso, tão alto que parecia um sussurro. Tão bonito que aterrorizava. Tão estranho que até parecia dela. Deitada, correu de si mesma. Seus olhos sorriam de tristeza. Sua boca gemia de amor. Despiu-se de roupa nenhuma. Sentia-se cansada da nudez escancarada das roupas pesadas. A louca sã terrivelmente encantadora. A mais familiar que jamais conheci. O paradoxo em forma de gente. Gente em forma de paradoxo. O gozo de dor. O desespero do despudor. Ela, que será eternamente, sem jamais ter sido. E nada... jamais... poderá mudar tudo. 

Nenhum comentário: