quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Eu os amo

Eu os amo 
com um amor que transcende.
Eu os amo
com fragilidade humana,
dor mortal,
instinto animal.
Eu os amo 
em cada célula. 
As minhas, 
as deles, 
as nossas fundidas.
Eu os amo, 
com um amor frágil, 
precioso, 
impregnado.
Arraigado em mim. 
Irreversível.
Eu os amo 
com dor materna, 
com medo humano, 
com paz divina,
com euforia feminina.
Eu os amo.
E traduzi-lo 
é tolice.
O que sinto 
não merece
tradução leviana.
Não há.
Não há tradução.
É amor?
Talvez não.
É mais.
É mais que amor.
É sobrenatural, 
é lindo, 
puro, 
infinito...
Infinito.
Colossal.
Eu os amo.
Amo, 
amo,
amo.
E de pequena, 
agiganto-me 
diante do que tenho 
em mim.
Ergo-me da mortalidade 
e lanço-me ao amor DIVINO.
Se há uma certeza
na minha vida,
não é a da morte 
me esperando 
no fim do caminho...
É que, 
com amor, 
ela não chega.
Espreita-me, 
mas não chega.
Amo. 
Amo. 
Amo.
Nunca, 
nada, 
nem a vida, 
nem a morte,
impedirá
 meu "mais-que-amor" 
de atuar.





terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Comece! E não pense!

Comece! E não pense!
 
Nem parece eu, mas foi exatamente assim que criei coragem pra enfrentar esse post. Um post de blog que, sei, irá muito aquém do que posso escrever nos últimos dias. Textos dignos e belos têm me tomado como moradia, todos embaralhados, com nós difíceis de desatar, todos lindos e imaturos querendo sair. Tenho lido muito. Tenho me recolhido em mim como quase sempre e quase nunca. A ideia de interação fora da casca não tem me agradado. Sinto-me como no útero materno. Bebê, aconchegante, acomodada, sem paciência pra ideias ocas, conversas tolas e gente vazia. Ao mesmo tempo, paradoxalmente, tenho sentido necessidade de gente. De toque, de beijo, de amor. Sinto falta de uma porra de "eu te amo", no fundo dos olhos. Talvez eu nunca tenha sido amada como amei. Talvez nessa existência minha eu precise apenas disso mesmo: amar, amar, amar absurdamente... Tão escondida de mim nos outros a ponto de temer qualquer olho no olho que me arrisque ser descoberta. Como se, ao me observarem um pouco mais atentamente, vejam quem realmente sou: "Olha, é você aí dentro! Eu vejo! Que diferente..."
Eu disse que esse texto estaria aquém do que posso. E está mesmo. Tenho coisas boas pra escrever. Tenho muito de mim a oferecer. À vida, ao blog, a quem ousar me descobrir (tirar a coberta). Mas, hoje eu atendi à ordem, apenas. A ordem que me dei ao me deparar com meu blog que tanto me confortou em anos passados, mas próximos: "Comece! Não pense!"
Como disse, nem parece eu... Mas que bobagem. Eu sou tantas... Mesmo que, na maioria das vezes eu tenha dito: "Não comece! Pense!"
O contrário também é verdadeiro. Sou milhares. Tediosa e sem rotina. Linda, feia. Jovem, velha. Sem nexo. Sem nexo. Sem nexo.
 
 
(É só um texto impensado e começado. Relevem.)