quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Eu os amo

Eu os amo 
com um amor que transcende.
Eu os amo
com fragilidade humana,
dor mortal,
instinto animal.
Eu os amo 
em cada célula. 
As minhas, 
as deles, 
as nossas fundidas.
Eu os amo, 
com um amor frágil, 
precioso, 
impregnado.
Arraigado em mim. 
Irreversível.
Eu os amo 
com dor materna, 
com medo humano, 
com paz divina,
com euforia feminina.
Eu os amo.
E traduzi-lo 
é tolice.
O que sinto 
não merece
tradução leviana.
Não há.
Não há tradução.
É amor?
Talvez não.
É mais.
É mais que amor.
É sobrenatural, 
é lindo, 
puro, 
infinito...
Infinito.
Colossal.
Eu os amo.
Amo, 
amo,
amo.
E de pequena, 
agiganto-me 
diante do que tenho 
em mim.
Ergo-me da mortalidade 
e lanço-me ao amor DIVINO.
Se há uma certeza
na minha vida,
não é a da morte 
me esperando 
no fim do caminho...
É que, 
com amor, 
ela não chega.
Espreita-me, 
mas não chega.
Amo. 
Amo. 
Amo.
Nunca, 
nada, 
nem a vida, 
nem a morte,
impedirá
 meu "mais-que-amor" 
de atuar.





2 comentários:

Michele Pupo disse...

Tocante, belo, sincero. De arrepiar o pelo dos braços e fazer escorrer lágrimas dos olhos. Lindo, Mi.

Mina Cara disse...

Como diria Jorge Benjor, "isso é que é amor..."

muito bonito, é amor demais!

(Respondendo de lá: aquelas são as mulheres dos modelitos de revistas, e não as mulheres "reais" e muito menos as que andam comigo...)

beijos