sábado, 23 de fevereiro de 2013

Amigo ou muleta?


Quero amigos, não muletas. Quero ser livre na presença deles. Quero me sentir em casa ao lado deles, onde  quer que estejamos. Quero ver verdade em seus olhos e sentir amor em seus abraços. Quero que tolerem meus defeitos, que me aguentem em meus piores momentos. Que me sacudam e vomitem verdades doloridas diretamente na minha cara. Quero dividir meu êxtase e compartilhar a vida, mas apenas com quem permitiu que eu dividisse minhas dores dilacerantes. Quero que vivam lindamente, que façam novas amizades, que encontrem o amor de suas vidas, que andem sempre com as próprias pernas. Mas que não me vejam como apoio, bengala, dispositivo de auxílio prum momento de desequilíbrio, destes facilmente descartados quando se adquiri novamente o prumo. Quero ser importante. Quero somar. Quero verdade. Quero reciprocidade. Se não for assim, então que ao menos eu continue considerando a mim como a minha melhor companhia. Que eu seja feliz na minha presença. Que você me descarte, pseudoamigo. É, vá em frente. A vida é efêmera demais para amizades de mentirinha. Que os verdadeiros fiquem (sempre ficam). E que os novos venham logo. 


2 comentários:

Lê Fernand's disse...

amigo te livra de qualquer expectativa porque se faz transparente e te aceita como és.


=)

bj meu, mirella.

Eraldo Paulino disse...

Espero que esse desabafo não seja também em minha homenagem =)

Demorou, viu. Sei que demorou, mas publiquei o conto que havia te prometido. Sou péssimo em cumprir prazos, pode me odiar por isso que sempre te darei razão.

Mas mesmo assim te gosto mutcho!

Bjs!