domingo, 3 de fevereiro de 2013

Mais mil chuvas...




Ontem choveu. Hoje, também. Choveu uma chuva calma, com gotas sincronizadas e oblíquas, vento frio, suave, que entrava pela janela e acariciava a alma. Sem som de vozes, sem som humano. Apenas a melodia e o show dela. Estonteante e arrebatadora. Ela sabe... sabe que me fascina. Eu fui lá fora. Senti na pele o líquido gelado e abençoado. Meu bálsamo. Meu ninho. Lembrei das vezes em que tomei banho na praia debaixo da chuva, na infância, casa de uma tia. E depois entrávamos, tomávamos um banho quente e um café aconchegante. E, aquecida, assistia ao meu show preferido: o da natureza. Eu sempre soube de que não precisava de muita coisa. Eu um momento como esse, adulta ou criança, não importa, sei que não precisaria de mais nada. Hoje, agora (amanhã não sei), se pudesse fazer aos céus um único pedido- mas sei que posso fazer muitos- seria poder viver intensamente e na pele, ao lado dos meus... mais mil chuvas.

Nenhum comentário: