segunda-feira, 1 de abril de 2013

Desce desse altar!

-Desce desse altar!

Foi o que eu ouvi esses dias. De uma pessoa importante pra mim.
Quer saber? Não desço, não.
Não desço. Porque foi tão difícil o meu transporte até ele, o altar. 
Meu altar me custou suor, dedicação, capricho minucioso... tudo pra deixá-lo perfumado, arejado, confortavelmente decorado e com a iluminação e o som ambiente perfeitos (nunca gostei dessa palavra, mas serve pr'aqui).
Foi tão difícil conquistar, por mim, esse amor. Não que antes não houvesse amor. Sempre houve. Mas hoje eu me amo com um outro tipo de amor. Um amor como os amores devem ser, sabe? Desprendido e ciente de si. Sereno e altivo. Um amor "não-tenhamos-pressa-mas-não-percamos-tempo", de Saramago. 
Então o altar me pertence; coloco-me lá, SIM. 
Mas não se preocupe. Não desço do altar, mas de maneira nenhuma me santifico. Não quero discípulos nem seguidores. De divindade, quero apenas a imortalidade. Desejo este que quero ir aos poucos deixando pelo caminho (faz-se necessário este desapego). Não vou descer do altar, ele é importante pra mim e eu quero estar lá. Não vou descer. Mas quero vocês comigo nele. Na minha casa, no meu santuário pecaminoso e limpo, no meu universo particular tão cantado por Marisa Monte. É como eu disse lá no texto anterior: entra quem EU quiser, sai QUEM QUISER.
Não me peça pra descer do meu, construa em si mesmo o seu. Não me esqueça de convidar pra entrar- e não me esquecerei de CONQUISTAR um convite. :)

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