sábado, 20 de abril de 2013

Não esperava


Dentre as muitas coisas "não esperadas" daquele dia, ele ali, de braços abertos, foi a mais mágica. Ela nunca imaginou estar em um lugar como aquele, assistindo àqueles shows, usando aquela roupa (abadá?) e dançando aquelas músicas. Mas foi, pondo em prática seus planos de saídas mais frequentes da casinha chamada "zona de conforto". Foi. Dançou, bebeu, saiu de si, bebeu, bebeu, bebeu de novo, riu, chorou, desviou de gente conhecida e conheceu gente desconhecida.. Perdeu-se de uma amiga e telefonou pra ela em meio à multidão, enquanto se esbarrava em periguetes suadas, homens lindos molhados de cerveja e casais se pegando em meio ao som do Latino... Não a encontrou de imediato, mas ali, com o celular no ouvido, concentrada na ligação não completada, ela o viu. O "não esperado" mais delicioso de todos, de braços abertos pra ela, dançando e sorrindo, pedindo licença com os olhos e a acalmando com a boca. Ela excluiu o número do celular dele assim que chegou em casa. O que foi perfeito, não precisa mais ser tocado.