terça-feira, 25 de junho de 2013

Sobre joguinhos psicológicos (Ou mimimi: o retardamento psicológico coletivo)

O que eu penso: se você já passou dos 20, joguinhos (em qualquer área da vida) do tipo "quero-mas-vou-fingir-que-não-pra-me-valorizar-ou-por-qualquer-outra-porra-de-motivo" é... patético. E só mostra sua insegurança pessoal. E só mostra que não, você não se respeita, nem se valoriza. Quem se respeita diz sim quando quer dizer sim. E não, quando quer dizer não. E manda se foder quando quer mandar se foder (mesmo que seja só com os olhos). Diga o que quer dizer. Respeite a si mesmo. Respeite as outras pessoas, elas não são obrigadas a querer jogar seu jogo infantil. Diga. Com respeito, mas diga. É simples. É fácil. E é bem bonito.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Ah, verão...


Sou amante do inverno, mas hoje bateu saudade do verão. Amo enlouquecidamente grandes ventanias e chuvas torrenciais, mas hoje me deu vontade de sol no rosto, cheiro de mar, marca de biquini, dourado na pele. O frio sempre me dá colo, carinho, cafuné, beijos na bochecha. É meu amor, não vai mudar. Já eu e o sol nunca fomos muito amigos, mas de vez em quando rola um tesão. Hoje deu vontade de verão, luz ofuscante, calor no corpo, no coração. E é por isso que eu não me limito. Não sou só UM adjetivo. Nem apenas "a moça que gosta de frio". Sou livre pra gostar do que minha mente diz que devo. Sou infinita, inesgotável, recarregável. Sou assim. Num instante não. No outro, sim.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

E o estômago, porra?



Se eu sobreviver a junho ilesa e sem lesar ninguém, juro que poderei sobreviver a qualquer outra agrura desta e de outras vidas. Facadas por todos os lados, provas de resistência e de paciência, nado ao lado de cobras peçonhentas, lição de moral de quem já perdeu faz tempo, juízes criminosos me dando sentença, portos seguros desmoronando e o cão gargalhando na minha cara. Saúde cardíaca e mental acho que conseguem suportar, mas e o estômago?


sábado, 8 de junho de 2013

Quando são verdadeiros...


O instante feliz em que sinto meu corpo gelado aquecer com o sol brilhante do inverno, ao me sentar com minha caneca de café no quintal de casa, com meu livro bom e o som dos meus filhos rindo ao fundo... E o instante triste em que acordo esmigalhada por dentro sem causa definida, sem vontade alguma de exteriorizar qualquer coisa que venha dali, de dentro de mim. São dois instantes sublimes, senhoras e senhores. Dois instantes que merecem meu mais alto grau de respeito e consideração. Você pode chamar como quiser; eu chamo de felicidade e tristeza puras, originais, brutas... verdadeiras. Acredito, com toda a minha fé, que a veracidade de sentimentos sempre vem de causa desconhecida. Não depende de fatos, pessoas, condições. São sentimentos que surgem do ar que me penetra os pulmões. E devem ser respeitados e cultivados. É do âmago que brota o sentimento sem falsificações e sem sombra de dúvidas. Não são ruins. Eu acredito na verdade do que acontece por acaso. São estes sentimentos que me reparam como bálsamo, e me fortificam pra viver de verdade até o fim da linha. Serão sempre bem vindos. 



(Mirella, junho de 2013, genuinamente feliz debaixo do sol de quase-inverno. Dê-me licença, vida, que eu tô passando...)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Da boca pra dentro



Tinha ideias que só funcionavam dentro dela. Eram conexões lógicas que se deturpariam assim que expostas ao ar intrépido, cáustico e aflitivo que existia da boca pra fora. Não era tola a ponto de submeter seu próprio mundo às mutações carcinogênicas do ambiente. Então calava pra fora. E o verbo gritava pra dentro. Transcorria fervendo por agitação molecular. Até que, vez ou outra, encontrava um novo mundo interior pra compartilhar do seu. O encontro de dois mundos não tem verbo, não tem ponto, não tem letra. Não se explica, só se sabe.