sábado, 8 de junho de 2013

Quando são verdadeiros...


O instante feliz em que sinto meu corpo gelado aquecer com o sol brilhante do inverno, ao me sentar com minha caneca de café no quintal de casa, com meu livro bom e o som dos meus filhos rindo ao fundo... E o instante triste em que acordo esmigalhada por dentro sem causa definida, sem vontade alguma de exteriorizar qualquer coisa que venha dali, de dentro de mim. São dois instantes sublimes, senhoras e senhores. Dois instantes que merecem meu mais alto grau de respeito e consideração. Você pode chamar como quiser; eu chamo de felicidade e tristeza puras, originais, brutas... verdadeiras. Acredito, com toda a minha fé, que a veracidade de sentimentos sempre vem de causa desconhecida. Não depende de fatos, pessoas, condições. São sentimentos que surgem do ar que me penetra os pulmões. E devem ser respeitados e cultivados. É do âmago que brota o sentimento sem falsificações e sem sombra de dúvidas. Não são ruins. Eu acredito na verdade do que acontece por acaso. São estes sentimentos que me reparam como bálsamo, e me fortificam pra viver de verdade até o fim da linha. Serão sempre bem vindos. 



(Mirella, junho de 2013, genuinamente feliz debaixo do sol de quase-inverno. Dê-me licença, vida, que eu tô passando...)

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