sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O vilão, a lesão e o não...

Desanimar não é fraqueza. É humano. É só o recuo pro impulso. É aquela parada pra retomar o fôlego. É a descida até o fundo pra impulsionar a mola e subir à toda. Ainda tenho resquícios de infância, do castelo-cor-de-rosa em que tudo corre perfeitamente lindo e sem contratempos e aí, se um vilão, uma lesão ou um não aparecem, a menina que ainda tenho faz birra, chora e se tranca dentro de si. Você ainda não tem esses resquícios de infância? Parabéns, seu perfeito. Aqui é vida real, baby. E eu estou de volta. Com medos, inseguranças, desejos, sonhos e sem nenhum equipamento de proteção especial. Aqui é pele nua no vento. É peito aberto e rosto exposto pra vida. Ou seja, é dar a cara a bater mesmo. Vou apanhar? Vou. Sofrer? Muitas vezes. Vou ter cicatrizes? Certamente. Mas dentro da casca é que eu não vou ficar.

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