domingo, 1 de setembro de 2013

Sweet September...



Agosto se despediu e eu até podia abusar da poesia e dizer que uma lágrima se foi de mim junto com ele. Vivi em agosto. Meu agosto, que nunca foi desgostoso, desta vez se superou em delícia. Precoce que sempre fui, floresci foi nele mesmo; nem esperei a primavera do vizinho dizer que chegou, enfim, com seu perfume doce e seu vestido estampado. Experimentei, redescobri, enfatizei-me, desejei, gargalhei em demasia, sofri de leve, morri um pouquinho, ressuscitei em mim. Agosto durou um ano inteiro, e foi embora levando meu cheiro nele todo, alguns medos e nenhum pedaço. Cheguei inteira pra você, setembro. Mais leve, mais em paz, com menos "mas". Cheguei com sede pra sorver seus dias. Cheguei com o regozijo de quem chega em casa. Querendo tirar o calçado, pôr os pés pra cima, tirar a mochila das costas e respirar profundamente. Sim, deixei muita coisa pesada nas vielas agostinas, mas ainda há peso na mochila. E como agora aqui é minha casa, setembro, deixa-me... deixa-me leve o peso das costas.

(Mi, uma setembrina)

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