domingo, 27 de outubro de 2013

Sobre ser mulher, mãe, menina e vivente deste mundo...

Eu sou mulher, mas acima de tudo eu sou mãe. Eu jamais desvincularei um título do outro. Ser mulher não desmerecerá jamais meu lado mãe e vice-versa. Ambas, mulher e mãe, são completas e inteiras dentro de si. De mim. E eu, como mulher-mãe, não posso me dar ao luxo de fazer birra pra vida. Não posso dar moral por muito tempo pra menina que ainda me habita. Por mais que as coisas não aconteçam do jeito que quero, por mais que eu me frustre, me magoe, me corte todinha por dentro... eu não posso deixar morrer o sorriso. Não posso dar razão à emoção e nem matar quem sou de verdade, por mais que tenha vontade. Há uma dupla de pequenos seres humanos esperando sempre o meu aval e buscando sempre luz nos meus olhos. É através da lente dos meus que eles começarão a olhar por eles mesmos. É no meu sorriso que buscarão conforto. É na minha sabedoria adquirida com o tempo que se nortearão. Deus, que medo. Que medo dos meus pensamentos tortuosos, do sorriso opaco e dos olhos vermelhos que por vezes que assaltam. Que medo da certeza da imaturidade que às vezes toma conta de meus pensamentos... Que medo de ser tanto pra eles e muitas vezes me achar tão incapaz... Que o medo e a menina birrenta não me dominem. Que o sorriso brilhe, que o amor transborde, que a mulher-mãe tenha pulso firme... não é só por mim. Há nove anos não é... E nunca mais será. #Amém

2 comentários:

O Gato do Balaio disse...

Moça intensa.

Eraldo Paulino disse...

Eu faço das suas as minhas palavras, só mudo o gênero. ;)