segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Só vale a pena se arrepia

Só vale a pena se arrepia. É o que preciso sentir. Sempre. É o que sinto no meu trabalho... ou quando ouço música boa, quando leio poesia, quando beijo na boca, quando vejo coisas lindas. Quando me toca. Aí eu me arrepio. É assim que meço a qualidade das vidas, inclusive: pela quantidade de vezes em que se sentiu os pelinhos se eriçarem sem que o motivo tenha sido o frio. Nuca, antebraço, coxa, friozinho na barriga, sabe? Ousaria dizer até que um dia sem arrepio na nuca é um dia desperdiçado. Boa noite!

Eu vou morrer.

Um dia eu vou morrer, sabiam? E vocês também. Já pararam pra pensar nisso? Mas, assim, de verdade mesmo, do fundo do coração. Já? Caralho, essa merda toda um dia finda. E é rapidinho, meu irmão. Quem você ajudou? Qual foi a sua utilidade? Você fez o que queria ter feito? Tudinho? Falou tudo o que tinha pra falar? Qual a tua vontade? Tá esperando o quê? Conheceu tudo o que tinha que conhecer? Vai chegar no fim tendo vivido a vida que quis ou a vida que a sociedade padronizada te impôs? Eu quero passar por essa vida aqui tendo feito o máximo do máximo de tudo. Quero tudo. Quero experimentar tudo. Quero viver até a última gota. Morro de medo, não de morrer, mas de não ter vivido. Tic tac tic tac. Se liga na ampulheta, ela é impiedosa. O tempo não pára, Cazuza sempre soube. Tic tac... nenhum segundo jamais volta. Nem. Um. Segundo. Jamais. Volta. Sigamos, até a última gota. Desejo a você que haja vida na sua vida até o último suspiro. #delíriosdamadruga

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sobre janeiro

Janeiro já chegou metendo uma voadora no meu peito. Com força, que é pra doer bastante e aprender a ser gente. Foi um mês paradoxo, do fundo ao ápice, louco, doente e extasiante. Saio dele bem melhor do que entrei. Cinco quilos a menos no corpo. Trezentos a menos na alma. Janeiro, seu fodido, obrigada por cada intempérie emocional e cada alegria transcendental. Foi massa a parceria e foi válida a voadora. Agora segue teu rumo que fevereiro tá ali na esquina olhando pra mim com cara de sexy.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Meus demônios


Volta e meia o seu chão vai brincar de ir ali “dar uma voltinha e já volta”... É, ele tem dessas coisas, esse travesso. E você que providencie algo em que se apoiar pra não mergulhar no abismo. E você sempre providencia. Aí, meu caro, o drama-mor está formado. Sente, pegue a pipoca e o chá verde e assista ao espetáculo dos seus demônios interiores fazendo a festa dentro de você. Deixe que te rasguem, que te sangrem, que te empurrem o coração pela boca. Deixe que lágrimas te corroam a face, que gargalhadas de desespero te invadam a boca, que você pense que vai sucumbir e enlouquecer. Assista quietinho, nada de alardear e contar pro outro. O outro nunca entenderá o seu espetáculo. O outro tem os demônios dele, o espetáculo dele (assim eu espero, pro bem de todos e felicidade geral da nação) e o seu vai lhe dar sono, por maior que seja o empenho do outro em tentar te entender. E contar pro outro vai te distrair, seu tonto! Shhhh, quieto, assiste, aprenda, sofra, deixa a tua alma se foder em paz! Quando o espetáculo apagar, o chão, aquele matreiro, vai voltar. Aproveite pra descansar os braços, já fortalecidos de tanto segurar pra não cair no buraco escuro e assustador sob seus pés, e caminhe. Você já tem chão, é hora de caminhar. Pra onde? Pra perto de você novamente. Reintegração de posse. Afinal, meu caro, enquanto você estava comendo pipoca e assistindo seus dramas, a vida não parou. E há coisas esperando pelo seu retorno. Uma loucinha pra lavar, no mínimo.
Mirella de Oliveira, pra ela mesma.
10 de janeiro de 2014






2014


“Meu Deus, eu não consigo escrever!” É assim, amigos, que eu tenho tentado, em vão, começar esse texto sobre esse ano que falecerá e ganhará o título de “nosso passado” em poucas horas. Eu não tenho conseguido organizar as galáxias infindáveis internas e o caos absurdo que toma conta de mim, a fim de fazer um texto coerente e entendível a quem está de fora desse turbilhão. E aí eu me lembro daquele ditado que gosto tanto e que diz uma verdade tão absoluta: ‘quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que ela faz’. É por isso que não consigo fazer barulho. Estou transbordada. Desejei com tanta fé que 2013 fosse CHEIO DE MIM, que me transbordei e não consigo explicar ponderadamente nem fazer uma retrospectiva justa do que foram esses meus doze meses. Então eu vou gastar meu português aqui, mas ó, nem tenta entender. 2013 foi um dos anos de MAIS VIDA da minha vida. Foi um dos mais fodidos, no bom e no mau sentido. Foi um ano de novas experiências e de largar toda e qualquer amarra. Um ano em que fiz muitas coisas pela primeira vez, e era tudo o que eu quis pra esse ano: desvirginar-me, mesmo que fosse apenas frequentar aquele restaurante que nunca fui. E foi tão além! Capoeira, micareta, sushi, desapegos, cabelos, corpo, loucuras impublicáveis. Desrvirginar-me de experiências foi fantástico. Abrir mão de todo e qualquer preconceito, idem. Meter um foda-se na sua opinião foi massa. Ouvir com carinho a opinião de quem me quer bem, também. Nesse ano, pessoas maravilhosas nasceram pra minha vida. E outras vão morrer pra 2014. Nesse ano eu aprendi um pouco mais o que é ser GENTE. Eu aprendi que planos são apenas isso. Aprendi que nada funciona se a gente não fizer acontecer. Eu aprendi que a única coisa que temos controle absoluto (ABSOLUTO) é sobre nós mesmos. E que é burrice deixar que a atitude do outro nos afete. Porque a atitude do outro só diz respeito a ele mesmo. E sofrer pelo que não se tem controle é irracional, idiota e uma puta autosabotagem. Eu aprendi a gostar mais de mim em 2013. Estou aprendendo ainda muitas coisas. Errei pra caralho, sofri pra caralho. Mas ri, me diverti e fui feliz na mesma proporção, talvez. Sou mãe do João e da Maria, não tive muito tempo de ser menina, então hoje eu sou mulher e menina. E não posso me dar ao luxo de ser uma desvairada completa e sem prumo. Então deliciosamente me equilibro entre razão e loucura. Entre pirar e ponderar. Entre ser e deixar de ser. Quero entrar em 2014 mais eu. Mais dos meus. No fim de 2012 eu desejei que o ano novo fosse cheio de mim. Eu escrevi e escrevi e despejei quase toda a Mirella que existe em mim dentro daquele texto (link aí embaixo a quem se interessar). E 2013 foi, sabe? Foi cheio de mim. Foi, REPITO, um dos melhores anos da minha vida. Um ano em que aprendi a me gostar. E aprendi que Deus é universo, energia e troca. Fé é emissão de energia positiva. Você envia e recebe em troca. Fé é científico. Aquela velho clichê de que ‘você atrai o que transmite’ talvez seja a grande verdade universal. Há muita sabedoria em clichês, inclusive. A gente devia ouvir mais as coisas. Aprender o que vale guardar e o que deve ser destruído dentro de nós. Já ouvi sabedorias riquíssimas de quem não sabia escrever o próprio nome. E ouvi bobagens nojentas, burrices escrotas de quem tinha doutorado. Pare. Ouça você. Seja você, mesmo que seja bizarro. Viva, viva, viva! Os outros são só os outros. Emita amor, emita boas vibrações, que a vida se encarrega de vibrar na mesma frequência. Deus, que eu aprenda ainda mais! Que 2014 seja... enfim, que ele seja. Pra mim, pra quem gosta de mim e pra quem não gosta de mim. Quanto mais energia bacana estiver no ar que respiramos, melhor. Assim eu penso. Vem com tudo, 2014, que eu tô pronta pro que for. Feliz 2014, queridos.