segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Só vale a pena se arrepia

Só vale a pena se arrepia. É o que preciso sentir. Sempre. É o que sinto no meu trabalho... ou quando ouço música boa, quando leio poesia, quando beijo na boca, quando vejo coisas lindas. Quando me toca. Aí eu me arrepio. É assim que meço a qualidade das vidas, inclusive: pela quantidade de vezes em que se sentiu os pelinhos se eriçarem sem que o motivo tenha sido o frio. Nuca, antebraço, coxa, friozinho na barriga, sabe? Ousaria dizer até que um dia sem arrepio na nuca é um dia desperdiçado. Boa noite!

Eu vou morrer.

Um dia eu vou morrer, sabiam? E vocês também. Já pararam pra pensar nisso? Mas, assim, de verdade mesmo, do fundo do coração. Já? Caralho, essa merda toda um dia finda. E é rapidinho, meu irmão. Quem você ajudou? Qual foi a sua utilidade? Você fez o que queria ter feito? Tudinho? Falou tudo o que tinha pra falar? Qual a tua vontade? Tá esperando o quê? Conheceu tudo o que tinha que conhecer? Vai chegar no fim tendo vivido a vida que quis ou a vida que a sociedade padronizada te impôs? Eu quero passar por essa vida aqui tendo feito o máximo do máximo de tudo. Quero tudo. Quero experimentar tudo. Quero viver até a última gota. Morro de medo, não de morrer, mas de não ter vivido. Tic tac tic tac. Se liga na ampulheta, ela é impiedosa. O tempo não pára, Cazuza sempre soube. Tic tac... nenhum segundo jamais volta. Nem. Um. Segundo. Jamais. Volta. Sigamos, até a última gota. Desejo a você que haja vida na sua vida até o último suspiro. #delíriosdamadruga